Estoque de petróleo bruto dos EUA cai, diz EIA
Estoques de petróleo bruto dos EUA caíram 391 mil barris na semana encerrada em 4 de setembro, segundo a EIA. Já gasolina e destilados subiram com a forte atividade de refino.
Os estoques de petróleo bruto dos EUA caíram, enquanto os de gasolina e destilados aumentaram na semana passada, puxados pela forte atividade de refino, informou a Administração de Informações sobre Energia dos EUA (EIA) nesta quinta-feira (10).
O petróleo bruto recuou 391 mil barris, para 424,1 milhões de barris, na semana encerrada em 4 de setembro, segundo a EIA. O dado ficou bem abaixo da expectativa de analistas, que projetavam redução de 1,55 milhão de barris, conforme pesquisa da Reuters. No centro de distribuição de Cushing, em Oklahoma, a queda foi de 684.000 barris.
Do outro lado, os estoques de gasolina subiram 1,27 milhão de barris, para 206,9 milhões, contra expectativa de queda de 1,37 milhão. Os de destilados, que incluem diesel e óleo para aquecimento, avançaram 2,09 milhões de barris, para 106,3 milhões, enquanto o mercado esperava recuo de 720 mil barris.
O processamento nas refinarias aumentou 90 mil barris por dia na semana, e as taxas de utilização caíram 0,2 ponto percentual, para 97,8%. As importações líquidas de petróleo bruto subiram 1,12 milhão de bpd, para 3,41 milhões de bpd, com as compras da Nigéria no maior nível em mais de um ano. As exportações caíram 1,1 milhão de bpd, para 3,4 milhões de bpd.
Para Matt Smith, analista da Kpler, empresa especializada em rastreamento de navios, o cenário tem explicação clara. "Estimuladas pelas margens, as operações das refinarias continuam demonstrando extrema força, resultando no acúmulo de produtos. Enquanto isso, as importações robustas, combinadas com exportações moderadas, mantiveram a redução dos estoques de petróleo bruto sob controle", afirmou.
Os futuros do petróleo, negociados acima de US$ 100 por barril nesta quinta-feira, subiram após a divulgação do relatório. O preço médio do diesel atingiu níveis recordes na semana passada, à medida que as renovadas hostilidades entre o Irã e os EUA e os ataques ucranianos a refinarias russas continuaram a restringir a oferta e a elevar os custos.