# Economista do Safra vê algo errado na política econômica e critica Selic

> O economista do Banco Safra, João Paulo, afirmou ver 'algo errado' na política econômica brasileira e criticou a manutenção da taxa Selic em 14,25%. A declaração questiona a eficácia da política monetária atual e reacende o debate sobre os rumos fiscais e monetários do país.

*Global Forum · Economia · 17 de julho de 2026 · Helena Drumond*

Um economista do Banco Safra afirmou ver 'algo errado' na condução da política econômica brasileira e criticou a Selic no patamar atual de 14,25%. A declaração reacende o debate sobre os rumos da política monetária e fiscal no país.

O economista-chefe do Banco Safra declarou ver 'algo errado' na política econômica brasileira e fez duras críticas ao patamar atual da Selic. A manifestação ocorre em meio a um debate acirrado sobre a eficácia da política monetária para conter a inflação sem comprometer o crescimento. Segundo o Banco Central, a Selic meta está fixada em 14,25% desde o início de agosto de 2026.

A crítica central do economista gira em torno da desconexão entre a política fiscal expansionista e a política monetária contracionista. Ele argumenta que manter os juros em 14,25% enquanto o governo sinaliza aumento de gastos públicos cria um ciclo de desconfiança. A lógica é simples: se o governo gasta mais, o BC precisa subir ainda mais os juros para conter a inflação, o que trava a economia.

## O que o economista do Safra disse sobre a política econômica

A declaração foi feita em um evento fechado para investidores, mas rapidamente vazou para a imprensa. O economista teria dito que 'a política econômica atual tem algo errado' e que 'a Selic não deveria estar neste nível'. A fala gerou reações imediatas no mercado, com analistas revisando projeções de juros e crescimento.

## Selic a 14,25%: o que os números mostram

A taxa básica de juros se mantém em 14,25% desde o final de julho de 2026 (Banco Central do Brasil, 31/07 a 05/08/2026). Esse patamar representa o maior nível desde o ciclo de aperto iniciado em 2024. Para efeito de comparação, a Selic estava em 10,50% no início de 2025. O economista do Safra não é o único a questionar a rigidez monetária, outros agentes de mercado apontam que a inflação corrente já mostra sinais de arrefecimento.

## A crítica à política fiscal por trás da Selic

O 'algo errado' mencionado pelo economista pode ser traduzido em números: a dívida pública bruta do Brasil ultrapassou 80% do PIB em 2025, e o governo propôs novas desonerações sem contrapartida de corte de gastos. O Banco Central, por sua vez, mantém a Selic elevada para conter a demanda. O resultado é um aperto duplo: fiscal frouxo, monetário duro. O economista do Safra sugere que o ajuste deveria vir pelo lado fiscal, permitindo que os juros caíssem sem gerar pressão inflacionária.

## Como a crítica impacta as expectativas do mercado

A fala de um economista de um banco de peso como o Safra tem efeito imediato nas mesas de operação. Investidores institucionais começaram a reavaliar o prêmio de risco nos títulos públicos. A curva de juros futuros já precificava uma Selic terminal próxima de 15% ao ano para 2027. Com a crítica pública, parte do mercado passou a apostar em um corte mais cedo, já no primeiro trimestre de 2027.

## O que está por trás da visão do Safra

O Banco Safra é conhecido por ter uma equipe econômica conservadora e alinhada ao pensamento ortodoxo. Quando um economista desse perfil critica a política econômica, o recado é duplo: primeiro, que o governo está perdendo a credibilidade fiscal; segundo, que o BC pode estar exagerando no aperto. A visão do Safra reforça a tese de que a Selic elevada não resolve o problema de fundo, que é a trajetória insustentável da dívida pública.

## Reações de outros agentes e do governo

Até o momento, nem o Ministério da Fazenda nem o Banco Central comentaram diretamente a crítica. Fontes do mercado indicam que a declaração gerou desconforto no governo, que tenta coordenar expectativas para evitar uma crise de confiança. Já outros economistas, como os ligados a bancos de investimento, concordam parcialmente: há 'algo errado', mas discordam sobre a solução. Uns defendem cortar gastos; outros, reduzir a Selic gradualmente.

## O que esperar para a próxima reunião do Copom

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária está marcada para setembro de 2026. A expectativa majoritária ainda é de manutenção da Selic em 14,25%, mas a crítica do Safra adicionou um componente de incerteza. Se o BC sinalizar alívio, pode ser interpretado como fraqueza diante de pressão política. Se manter o tom duro, corre o risco de aprofundar a recessão. A decisão será um termômetro da independência real do Banco Central.

## Perguntas Frequentes

### Quem é o economista do Safra que criticou a Selic?

O economista-chefe do Banco Safra, cujo nome não foi divulgado oficialmente, fez as declarações em evento para investidores. O banco não emitiu nota oficial sobre o episódio.

### A Selic vai cair em 2026?

A maioria das projeções de mercado aponta manutenção da Selic em 14,25% até o fim de 2026, com possibilidade de corte apenas em 2027. A crítica do Safra pode influenciar esse cenário, mas não há consenso.

### O que significa 'algo errado' na política econômica?

A expressão usada pelo economista do Safra se refere ao descompasso entre a política fiscal expansionista e a política monetária restritiva. Na prática, o governo gasta mais enquanto o BC joga os juros para cima, gerando um ciclo vicioso.

### Como a Selic alta afeta o cidadão comum?

A Selic a 14,25% encarece o crédito, reduz o consumo e desacelera a economia. Para quem investe, os títulos de renda fixa ficam mais atrativos. Para quem deve, o endividamento se torna mais caro.

### O Banco Central deve ouvir a crítica do Safra?

O BC tem autonomia formal e não é obrigado a seguir opiniões de agentes privados. No entanto, críticas de um banco de peso como o Safra podem influenciar a comunicação e o tom do Copom nas próximas reuniões.

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Fonte (canonical): https://globalforum.com.br/economia/economista-safra-ve-8216algo-errado8217-politica-economica-critica-selic/
