Economia

Durigan: governo não desvincula benefícios do salário mínimo

ResumoDario Durigan, ministro da Fazenda, declarou que o governo federal não desvinculará benefícios sociais e previdenciários do salário mínimo. Em entrevista à Band News FM, Durigan também defendeu corte de gastos obrigatórios e ajuste no arcabouço fiscal.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que benefícios sociais e previdência não serão desvinculados do salário mínimo. A declaração veio em entrevista à Band News FM, na qual ele também defendeu corte de gastos obrigatórios e ajuste no arcabouço fiscal.

Fábio Quaresma
Fábio Quaresma Especialista em finanças pessoais · 11 de setembro de 2026
Durigan: governo não desvincula benefícios do salário mínimo

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou nesta sexta-feira (11) que, se o atual governo se mantiver no poder, o pagamento de benefícios sociais e previdência não será desvinculado do salário mínimo. "Não será. A gente não está discutindo esse tema da desvinculação do salário mínimo com os benefícios", afirmou em entrevista à Band News FM, concedida como coordenador da área econômica da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A resposta direta ao que interessa: benefícios sociais e previdência continuam atrelados ao salário mínimo. Durigan negou a desvinculação, defendeu redução de gastos obrigatórios, ajuste no arcabouço fiscal e corte de benefícios fiscais. Não há, segundo ele, discussão sobre desvincular esses pagamentos.

O que a fala de Durigan significa para o seu orçamento

Para quem organiza as contas, a vinculação ao salário mínimo é o que garante que o valor do benefício acompanhe o reajuste do piso. Quando o mínimo sobe, aposentadorias, pensões e benefícios sociais vinculados sobem junto. Sem essa amarração, o reajuste poderia ficar abaixo do piso, e a defasagem apareceria mês a mês no orçamento familiar.

É por isso que a declaração tem peso prático. Ela indica que, no cenário atual, o reajuste do salário mínimo segue como referência para esses pagamentos. Quem recebe benefício vinculado ao piso não precisa, por ora, refazer o planejamento do ano com base em uma possível desvinculação.

O que o ministro defende no lugar da desvinculação

Durigan afirmou que é preciso melhorar as despesas do País. "Preciso diminuir o gasto obrigatório, mantendo a trava e melhorando o arcabouço fiscal, diminuindo a exceção, que é assim que a gente vai construir uma regra fiscal mais saudável. Não tem saída fácil", defendeu.

O ministro também disse que é preciso olhar para como o Brasil pode entrar no trilho do desenvolvimento mundial. A crítica recaiu sobre o volume de benefícios fiscais. Segundo ele, o Brasil conta com "muito benefício fiscal" para setores que fazem lobby. "Estamos combatendo isso desde sempre", afirmou, citando como exemplo o corte linear de benefício fiscal de 10%.

Saúde e Educação: aumento com ajuste nas rubricas

A intenção declarada é aumentar o gasto com Saúde e Educação, mas mexendo nas rubricas do orçamento. "Tem muita coisa a ser feita dentro do Brasil. Temos um País cheio de problemas, cheio de iniquidade, cheio de privilégios. Atacar isso foi o que nós passamos nesses anos dedicados e acho que nós temos que seguir com essa trajetória de meta", disse.

Na prática, o ministro separa dois movimentos: preservar a vinculação dos benefícios ao salário mínimo e, ao mesmo tempo, cortar gastos obrigatórios e exceções fiscais para abrir espaço no orçamento.

Por que isso importa para quem depende do benefício

Se você recebe aposentadoria, pensão ou benefício social atrelado ao salário mínimo, a vinculação é o que impede que o valor fique congelado enquanto o piso sobe. A fala de Durigan sinaliza que essa regra segue de pé no atual governo.

O ponto de atenção é o outro lado da equação. Cortar gasto obrigatório e revisar benefícios fiscais é o caminho que o ministro aponta para melhorar o arcabouço fiscal. O impacto disso no orçamento das famílias depende de quais rubricas serão mexidas, algo que a entrevista não detalha.

Quem está organizando as contas pode usar a informação como ela é: um sinal de que a vinculação ao salário mínimo continua valendo. Isso não elimina a necessidade de acompanhar o reajuste do piso e revisar o orçamento a cada mudança.

Perguntas Frequentes

O governo vai desvincular benefícios do salário mínimo?

Não. Segundo Durigan, o governo não está discutindo a desvinculação do salário mínimo com os benefícios.

Quais benefícios ficam vinculados ao salário mínimo?

O ministro citou benefícios sociais e previdência. A vinculação faz com que esses pagamentos acompanhem o reajuste do piso.

O que Durigan defende no lugar da desvinculação?

Ele defende reduzir o gasto obrigatório, manter a trava, melhorar o arcabouço fiscal e diminuir exceções, além de cortar benefícios fiscais.

O governo pretende aumentar gastos com Saúde e Educação?

Sim. Durigan disse que a intenção é aumentar o gasto nessas áreas, mas mexendo nas rubricas do orçamento.

O que é o corte linear de benefício fiscal de 10% citado por Durigan?

É o exemplo que o ministro deu de combate a benefícios fiscais para setores que fazem lobby.

A fala muda o valor do meu benefício agora?

Não diretamente. A declaração indica que a vinculação ao salário mínimo segue valendo, mas o valor depende do reajuste do piso e das regras de cada benefício.

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