Dow Jones Futuro recua com temores sobre inflação, Irã e juros do Fed
Os índices futuros de Nova York caem nesta terça-feira (1º) com escalada das tensões EUA-Irã, alta dos rendimentos dos Treasuries e incertezas sobre os próximos passos do Fed. Petróleo em alta reforça preocupações com inflação.
Os índices futuros de Nova York operam em baixa nesta terça-feira (1º), com investidores cautelosos diante da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, da forte alta dos rendimentos dos Treasuries e das incertezas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed). O avanço dos preços do petróleo também reforça as preocupações com a inflação e com uma possível alta dos juros americanos.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano com vencimento em dez anos subiram três pontos-base, para 4,78%, o nível mais alto desde janeiro de 2025. Os investidores aumentaram para 67% as probabilidades de um aumento da taxa de juros nos EUA em setembro, ampliando a tendência iniciada na semana passada, quando o presidente do Banco do Japão, Kevin Warsh, reiterou seu compromisso de conter a inflação.
Nos Estados Unidos, a agenda traz os dados de abertura de vagas de trabalho (JOLTS) de julho e o ISM de manufatura de agosto. No front corporativo, Dell e Palo Alto Networks divulgam seus resultados financeiros. Os mercados acionários operam mistos, com o Stoxx 600, principal índice da região, em leve baixa, pressionado pela alta do petróleo e pela pressão sobre a renda fixa. Setores químico e de energia registravam ganhos, enquanto ações de viagens e lazer caíam com as tensões geopolíticas.
Na Ásia, os mercados fecharam sem direção única: o Nikkei 225 recuou 0,15%, o Kospi avançou 0,23%, o S&P/ASX 200 caiu 0,10% e o CSI 300 fechou em baixa de 0,30%. O rendimento do título do governo japonês de 10 anos subiu 6 pontos-base, chegando a 3%, maior nível desde setembro de 1996, antes de recuar ligeiramente. A alta reflete expectativas de política monetária mais apertada no Japão, após o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, se reunir com a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, e com o presidente do BoJ, Kazuo Ueda, defendendo novos aumentos dos juros japoneses.
Os preços do petróleo operam em alta com a retomada dos confrontos entre EUA e Irã no Oriente Médio, renovando temores de interrupções no fornecimento da principal região produtora mundial. Já as cotações do minério de ferro na China fecharam em leve alta, com investidores avaliando expectativas de aumento nas chegadas aos portos, em contraposição a uma pesquisa privada que mostrou aceleração da atividade industrial na China.