Dow Jones Futuro Recua; Nasdaq e S&P 500 Avançam Antes do Payroll
Os índices futuros dos EUA operam mistos nesta sexta-feira (4), com o Dow Jones em leve baixa e Nasdaq e S&P 500 no positivo, enquanto o mercado aguarda o payroll. Consenso projeta 56 mil vagas e desemprego de 4,1%.
Os índices futuros dos EUA operam mistos nesta sexta-feira (4), com o Dow Jones em leve queda, enquanto Nasdaq e S&P 500 ensaiam alta. O movimento reflete a cautela dos investidores antes da divulgação do relatório de empregos (payroll), que deve mostrar a criação de 56 mil vagas no mês passado, após uma queda de 23 mil no mês anterior. A taxa de desemprego projetada é de 4,1%.
O payroll chega em um momento em que as chances de um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) neste mês estão praticamente empatadas. Embora o presidente do Fed, Kevin Warsh, tenha dito na semana passada que o foco dos formuladores de políticas está na inflação, os dados de emprego podem dar mais tempo para avaliar se a política atual é restritiva o suficiente para conter as pressões inflacionárias.
As ações norte-americanas caminham para fechar a semana no positivo. O Nasdaq lidera os ganhos, com avanço projetado de 0,7% no acumulado semanal. O S&P 500 deve subir 0,5%, enquanto o Dow Jones registra alta mais modesta, de 0,2%.
Na Europa, os mercados abriram em queda, com a indústria química recuando 1%. A exceção ficou com a Volkswagen, que avançou 7% após o conselho aprovar um plano de reestruturação para cortar mais 50 mil empregos, elevando o total de demissões projetadas para 100 mil posições. Na Ásia, o Kosdaq subiu 2,95%, o Kospi avançou 1,64%, o Hang Seng ganhou 1,82% e o Nikkei 225 subiu 1,26%. Já o CSI 300 e o S&P/ASX 200 fecharam em leve baixa.
No mercado de commodities, o petróleo opera em baixa nesta sexta, mas caminha para o maior ganho semanal desde julho, com as tensões entre EUA e Irã elevando os riscos de abastecimento no Oriente Médio. O minério de ferro fechou em alta na China, com o segundo ganho semanal consecutivo, impulsionado pelo aumento dos custos de frete e pela redução dos estoques nos portos do país.
Para quem acompanha o vaivém dos índices futuros, a leitura é clara: o payroll de hoje pode definir o tom do Fed na próxima reunião. Se os números vierem fortes, a pressão por alta de juros ganha força; se vierem fracos, o banco central ganha tempo. A pergunta que fica é quem paga a conta de uma política monetária ainda restritiva: o trabalhador americano, que enfrenta um mercado de trabalho em desaceleração, ou o investidor, que vê seus ganhos semanais dependerem de um único relatório.