Dólar hoje opera em alta antes de leilões do BC
Dólar à vista opera em alta de 0,38%, a R$ 5,131, nesta quinta-feira (10), enquanto o BC se prepara para leilões cambiais de US$ 1 bilhão. No exterior, investidores acompanham a guerra no Oriente Médio e aguardam dados de inflação dos EUA.
O dólar à vista opera com alta ante o real nesta quinta-feira (10), enquanto no exterior a moeda norte-americana também sustentava ganhos ante boa parte das demais divisas. Investidores acompanham a guerra no Oriente Médio e aguardam novos dados de inflação nos Estados Unidos. Às 9h16, o dólar à vista subia 0,38%, a R$ 5,131 na venda. O dólar futuro para outubro, atualmente o mais negociado no mercado brasileiro, avançava 0,51% na B3, aos R$ 5,155.
A resposta direta para quem pergunta o que move o câmbio hoje: a alta acontece antes dos leilões cambiais do Banco Central, marcados para as 9h20. A autoridade monetária vai realizar o chamado casadão, um leilão de venda à vista de dólares no valor de US$ 1 bilhão, junto com um leilão de swap cambial reverso, também com oferta de US$ 1 bilhão, o equivalente a 20.000 contratos.
Na véspera, o dólar PTAX de venda ficou em R$ 5,0979, abaixo do valor negociado nesta manhã. Na comparação com o início do mês, a moeda saiu de R$ 5,1570 em 1º de setembro para o patamar atual. Para o dono de PME que precisa fechar câmbio, a leitura é prática: a janela de compra mudou de preço em poucos dias, e o casadão do BC costuma mexer no humor do mercado logo após a abertura.
O volume do setor de serviços do Brasil ficou estável em relação a junho e teve alta de 0,9% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A expectativa da pesquisa Reuters era de leve alta de 0,2% na base mensal e de 1,1% na base anual.
No cenário político, a escalada da crise no STF segue como ponto de atenção. Na véspera, o presidente do STF, Edson Fachin, cassou as decisões liminares concedidas anteriormente pelos colegas André Mendonça e Flávio Dino que discutiam a permanência ou não no cargo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ainda retirou Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news.
Os índices de inflação dos EUA serão acompanhados de perto em busca de pistas sobre a próxima medida de política monetária do Federal Reserve, em meio a preocupações de que as pressões inflacionárias permaneçam persistentes. Para quem acompanha o custo do crédito, esse é o dado que costuma decidir o rumo do dólar nas próximas sessões.