Economia

Dark Horse: perícia recusou 13 aparelhos para análise

ResumoA perícia recusou ao menos 13 aparelhos eletrônicos apreendidos em endereços ligados à dona da produtora do filme Dark Horse por falhas nos lacres, segundo material cujo sigilo foi levantado pelo ministro Flávio Dino, do STF. A recusa compromete a análise dos dispositivos na investigação.

Ao menos 13 aparelhos eletrônicos apreendidos em endereços ligados à dona da produtora do filme Dark Horse foram recusados para análise por falhas nos lacres, segundo material que teve o sigilo levantado pelo ministro Flávio Dino, do STF.

Fábio Quaresma
Fábio Quaresma Especialista em finanças pessoais · 13 de setembro de 2026
Dark Horse: perícia recusou 13 aparelhos para análise

Pelo menos 13 aparelhos eletrônicos, entre celulares, notebooks e pen drives, foram recusados para análise por peritos do Instituto de Criminalística de São Paulo. O motivo apontado foi falha nos lacres. Os equipamentos haviam sido apreendidos em endereços ligados a Karina da Gama, dona da Go Up Entertainment, produtora do filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação consta do material que teve o sigilo levantado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, relator da investigação, neste domingo.

A apuração conduzida pela Polícia Federal investiga o suposto uso irregular de emendas parlamentares direcionadas a empresas ligadas à produtora. A recusa dos peritos aparece em termo assinado pela perita criminal Vivian Menezes, no dia 3 de junho passado. No documento, ela escreveu que "as guias apresentam vão suficiente para a entrada de cabo de alimentação e transferência de dados, sendo possível a manipulação de dados no interior do equipamento".

O que dizem os peritos sobre os lacres

Os peritos apontaram "defeito formal no invólucro do plástico em que estavam os aparalhos", anexando imagens para atestar a recusa. De acordo com documento da Polícia Civil de SP, os aparelhos foram devolvidos à delegacia para readequação do lacre.

O que Dino afirma sobre a investigação

Ao analisar os documentos enviados pela Justiça paulista, Dino afirmou que se fortaleceu a hipótese de um "sofisticado esquema" de desvio de recursos públicos. Segundo o ministro, o deputado federal Mário Frias (PL-SP) ocuparia, "no terreno hipotético da investigação", uma posição de liderança na suposta "arquitetura criminosa".

A decisão de Dino também menciona o risco de vazamentos seletivos, a igualdade entre investigados e uma mudança de entendimento no STF para tornar públicos documentos da apuração.

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