Economia

Correios vão ao TST contra greve de trabalhadores

ResumoCorreios acionaram o Tribunal Superior do Trabalho (TST) para declarar abusiva a greve deflagrada na quinta-feira. Sem acordo sobre reajuste salarial e plano de saúde, a estatal pede que o dissídio arbitre salários e cláusulas sociais. A paralisação afeta trabalhadores em todo o país e ocorre após impasse nas negociações com a empresa.

A direção dos Correios acionou o TST para que a greve deflagrada na quinta-feira seja declarada abusiva. Sem acordo sobre reajuste e plano de saúde, o dissídio deve arbitrar salários e cláusulas sociais.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 12 de setembro de 2026
Correios vão ao TST contra greve de trabalhadores

A direção dos Correios entrou com pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para que a greve dos funcionários da estatal seja declarada abusiva e os serviços continuem, com urgência. A paralisação foi deflagrada na quinta-feira à noite, após falta de acordo sobre o reajuste salarial.

Os Correios pedem ao TST que declare a greve abusiva e determine a continuidade dos serviços. Como a corte já tentava mediar o acordo sem êxito, o aumento salarial e as cláusulas sociais serão arbitrados pelo próprio tribunal. Segundo representantes do movimento sindical, houve avanço na proposta de reajuste de 4,35% a partir de agosto deste ano, mas o impasse persiste em outras reivindicações, sobretudo o plano de saúde.

A gente separa o que é fato do que é ruído. O pedido de dissídio não encerra a greve por si: ele transfere a decisão para o TST, que passa a definir os termos do acordo. Enquanto isso, a estatal informou que reforçou a operação para manter os serviços em todo o país, com a rede de atendimento aberta ao público. Entre as medidas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e mutirões para preservar o fluxo logístico.

O momento é sensível por outro motivo. Em meio à negociação com um grupo de bancos para obter um empréstimo de R$ 7 bilhões, a direção teme que a paralisação afete a qualidade do serviço e os planos da empresa. O empréstimo integra o processo de reestruturação da estatal e deve contar com garantia do Tesouro Nacional. Em nota, a empresa afirmou que a paralisação ocorre em um momento especialmente sensível, que segue diante de uma situação econômico-financeira desafiadora e mantém o foco na redução de despesas, no aumento da eficiência, na modernização da operação e na geração de novas receitas.

Para situações específicas, os clientes podem entrar em contato pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 ou utilizar os canais digitais de atendimento, informou a estatal. A paralisação foi aprovada em assembleias dos sindicatos estaduais na noite de quinta-feira.

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