Chuva dá trégua em SP, mas frio persiste; veja até quando
Após dias de chuva forte, São Paulo amanheceu com 10,7°C no extremo sul e chuviscos isolados. O frio segue até quinta, com melhora mais firme prevista só a partir de sexta, quando a máxima deve chegar a 24°C.
São Paulo amanheceu nesta terça-feira, 15, com temperaturas baixas e poucos chuviscos após uma sequência de dias de chuva forte na capital. A trégua, no entanto, não encerra o tempo frio e úmido: a previsão indica que as temperaturas seguem baixas ao longo da semana, enquanto a chuva perde força de forma gradual.
A chuva dá trégua na cidade de SP, mas o frio persiste ao menos até quinta-feira, 17. As máximas não devem passar de 19°C até lá, e a melhora mais firme só aparece na sexta-feira, 18, quando os termômetros começam a subir, com máxima prevista de 24°C.
Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo, a madrugada registrou 10,7°C no extremo sul da cidade e 13,9°C na região central. Ao longo desta terça, a máxima deve ficar em torno de 19°C, com possibilidade de chuva fraca a moderada entre a tarde e a noite.
O cenário muda pouco na quarta-feira, 16, ainda marcada por céu encoberto, garoa e chuviscos, principalmente de madrugada e à noite. Os termômetros devem variar entre 13°C e 18°C. Na quinta-feira, 17, a nebulosidade começa a perder força, mas os chuviscos persistem, e a máxima não deve passar de 19°C, conforme o CGE.
A melhora mais significativa aparece apenas a partir de sexta-feira, 18. De acordo com a Climatempo, a influência do ar frio de origem polar mantém as temperaturas contidas na capital nos próximos dias, mas, na sexta, o tempo deve ficar mais firme e os termômetros começam a subir, com máxima prevista de 24°C.
A trégua nas chuvas ocorre depois de um início de setembro marcado por volumes recordes na capital. Até as 9h de segunda-feira, 14, o Mirante de Santana, na zona norte, havia acumulado 253,8 milímetros, segundo a série histórica iniciada em 1943. O volume supera o recorde anterior para setembro, de 243,1 milímetros, registrado em 1983, e é mais de três vezes superior à média climatológica para todo o mês, de 83,3 milímetros. Como ainda faltam duas semanas para o fim de setembro e há previsão de novos episódios de chuva, o acumulado pode aumentar.
Esse cenário de precipitações acima da média também sofre influência de fatores climáticos de maior escala. De acordo com a Defesa Civil, o El Niño contribui para chuvas mais intensas no Estado. O fenômeno altera os padrões de circulação atmosférica e pode favorecer o aumento da umidade e das precipitações nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.
Mesmo com a tendência de redução gradual das chuvas, os impactos do excesso de precipitação ainda exigem atenção. Os temporais dos últimos dias provocaram alagamentos, enchentes e deslizamentos em diferentes regiões do Estado, além de mortes. Na capital, o solo permanece encharcado, e o CGE mantém o alerta para o risco de alagamentos, queda de árvores e deslizamentos na Grande São Paulo.