# ChatGPT e Gemini: 96% dos brasileiros conhecem IA, aponta estudo

> ChatGPT e Gemini são conhecidos por 96,9% e 96,1% dos brasileiros, respectivamente, segundo o Índice Reglab de Confiança e Segurança na Economia Digital. O estudo ouviu 1.103 pessoas e revela que o Claude, da Anthropic, cresceu 5 pontos percentuais. Apesar do alto conhecimento, a confiança no uso dessas ferramentas ainda é um desafio.

*Global Forum · Economia · 28 de julho de 2026 · Helena Drumond*

ChatGPT e Gemini são conhecidos por 96,9% e 96,1% dos brasileiros, respectivamente, segundo o Índice Reglab de Confiança e Segurança na Economia Digital. O estudo ouviu 1.103 pessoas e revela que o Claude, da Anthropic, cresceu 5 pontos percentuais. Apesar do alto conhecimento, a

As ferramentas de inteligência artificial generativa ChatGPT, da OpenAI, e Gemini, da Alphabet, são conhecidas por praticamente toda a população brasileira. É o que aponta o Índice Reglab de Confiança e Segurança na Economia Digital, divulgado recentemente.

ChatGPT (96,9%) e Gemini (96,1%) são as ferramentas de IA generativa mais conhecidas pelos brasileiros, segundo o Índice Reglab. O Claude, da Anthropic, subiu de 72% para 77% de conhecimento. O estudo ouviu 1.103 pessoas entre 15 e 30 de junho de 2026, com margem de erro de 3 pontos percentuais. O levantamento mede percepção, não uso.

## O que dizem os números do Índice Reglab

O levantamento foi conduzido pelo Reglab entre 15 e 30 de junho de 2026. Foram entrevistadas 1.103 pessoas com mais de 18 anos, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Do total da amostra, 96,9% afirmaram conhecer o ChatGPT, ferramenta que popularizou o uso de IA generativa no mundo. Já 96,1% disseram saber o que é o Gemini, plataforma da Alphabet.

O destaque da pesquisa, no entanto, foi o Claude, desenvolvido pela Anthropic. O conhecimento sobre ele saltou de 72% para 77%, um crescimento de 5 pontos percentuais, acima da margem de erro de 3 pontos.

## Conhecimento não é uso

O Índice Reglab mede percepção, e não uso. Uma ferramenta pode ser amplamente conhecida sem que o respondente a utilize. Isso significa que o alto índice de conhecimento não se traduz automaticamente em adoção.

O levantamento mede a percepção dos usuários sobre ferramentas de diversas categorias da economia digital: streamings, redes sociais, governo digital e economia de plataformas. Entre todas elas, a inteligência artificial é a categoria cujo conhecimento é mais desigual entre classes sociais.

## Desigualdade de acesso persiste

Entre as classes D e E, o conhecimento sobre IA subiu de 79% no primeiro trimestre para 84% no segundo trimestre. A diferença para as classes A e B é superior a 6%.

"A inteligência artificial está se tornando parte do repertório cotidiano de grupos sociais mais amplos. Isso não significa que as barreiras de acesso ou uso foram superadas, mas mostra que a categoria já não circula apenas entre públicos especializados", explica a pesquisadora do Reglab e uma das autoras do estudo, Thaís Palanca.

## Confiança em alta, mas com cautela

O índice de confiança nas inteligências artificiais aumentou 1,1% na comparação com a última pesquisa. O índice base, equivalente a 1, é o medido no primeiro trimestre. Entre os respondentes que participaram das duas pesquisas, 20% da amostra, o valor subiu 3,1%.

"Trata-se de um movimento importante em tecnologias numa fase intensa de difusão, e as próximas rodadas mostrarão se esses sinais se consolidam como uma tendência", afirma o diretor-executivo do Reglab, Pedro Henrique Ramos.

## O que esperar das próximas ondas da pesquisa

O estudo acompanha a evolução trimestral da percepção sobre IA no Brasil. A continuidade das rodadas permitirá observar se o crescimento do conhecimento entre classes D e E se mantém e se a confiança nas ferramentas se consolida.

Para nós, que acompanhamos o setor, os números indicam que a IA generativa deixou de ser assunto de nicho. Mas a diferença de 6% entre classes sociais mostra que o acesso ainda é desigual. A tecnologia avança, mas as barreiras permanecem.

## Perguntas Frequentes

### O estudo mede o uso ou o conhecimento das ferramentas?

O Índice Reglab mede percepção, não uso. Uma pessoa pode conhecer o ChatGPT sem nunca tê-lo utilizado.

### Quantas pessoas foram ouvidas na pesquisa?

Foram entrevistadas 1.103 pessoas com mais de 18 anos, com margem de erro de 3 pontos percentuais.

### Qual foi o período da coleta de dados?

A coleta ocorreu entre 15 e 30 de junho de 2026.

### O que explica o crescimento do Claude?

O Claude saltou de 72% para 77% de conhecimento, crescimento acima da margem de erro. A pesquisa não aponta causas específicas para o aumento.

### A confiança na IA aumentou?

Sim. O índice de confiança subiu 1,1% na comparação geral e 3,1% entre quem participou das duas últimas rodadas.

### Quem está por trás do estudo?

O Índice Reglab de Confiança e Segurança na Economia Digital é conduzido pelo Reglab, com coordenação de Thaís Palanca e direção de Pedro Henrique Ramos.

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Fonte (canonical): https://globalforum.com.br/economia/chatgpt-gemini-sao-conhecidos-por-quase-toda-populacao-brasileira-aponta-estudo/
