# Eni assina acordo para campo petrolífero Junín 5 na Venezuela

> A Eni assinou acordo com a Venezuela para operar o campo petrolífero Junín 5. O CEO Claudio Descalzi declarou que o contrato impulsionará o desenvolvimento do país sul-americano. A parceria amplia a presença da companhia italiana na região, consolidando Junín 5 como ativo estratégico para produção e investimentos futuros.

*Global Forum · Economia · 02 de setembro de 2026 · Tânia Lustosa*

O presidente-executivo da Eni assinou nesta quarta-feira um acordo com a Venezuela que torna a empresa operadora do campo Junín 5. O CEO Claudio Descalzi afirmou que o acordo trará mais desenvolvimento ao país sul-americano.

O presidente-executivo do grupo de energia italiano Eni assinou nesta quarta-feira um acordo com a Venezuela que torna a empresa a operadora do campo petrolífero Junín 5. O CEO Claudio Descalzi afirmou que o acordo trará mais desenvolvimento para o país sul-americano.

Segundo o comunicado, a petroleira vai investir para elevar a produção a 600 mil barris diários, reforçando sua presença nas maiores reservas de petróleo do mundo após a reabertura do setor venezuelano.

"A assinatura de um acordo petrolífero com a Venezuela é o primeiro passo rumo a um maior desenvolvimento", disse Descalzi durante um evento no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas.

O acordo marca a volta da Eni ao cenário venezuelano em um momento de reabertura do setor. A produção de 600 mil barris diários é uma meta ambiciosa, que depende de investimentos e de condições de mercado.

Para quem acompanha o setor de energia, a pergunta que fica é: quem paga a conta desse desenvolvimento? A resposta envolve não só a Eni, mas também o governo venezuelano e os trabalhadores locais, que devem sentir os efeitos na renda e no emprego.

O anúncio reforça a tendência de retomada de acordos internacionais na Venezuela, após anos de sanções e isolamento. A reabertura do setor petrolífero pode trazer divisas, mas também levanta questões sobre distribuição de benefícios.

A cerimônia no palácio presidencial simboliza o alinhamento entre a empresa italiana e o governo local. Resta acompanhar se o investimento anunciado se concretizará e se a produção atingirá a meta de 600 mil barris por dia.

O acordo, no entanto, não detalha prazos nem valores. A Eni, uma das maiores petroleiras da Europa, agora assume a operação de Junín 5, um dos campos mais promissores da Faixa do Orinoco, embora a fonte não cite essa localização específica.

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Fonte (canonical): https://globalforum.com.br/economia/ceo-eni-assina-acordo-desenvolvimento-campo-petrolifero-venezuela/
