Caiado propõe polícia sul-americana com poder de prisão
Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência, afirmou na sabatina do Jornal Nacional que vai propor aos países limítrofes uma polícia sul-americana com poder de prisão. A proposta enfrentou questionamentos sobre o modelo e o custo.
O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, afirmou na noite desta terça-feira, 25, durante sabatina do Jornal Nacional, que vai propor aos países limítrofes do Brasil a criação de uma polícia sul-americana com poder de prisão. A declaração ocorre em meio ao debate sobre segurança pública e combate ao narcotráfico na região amazônica.
Caiado comparou a proposta à Europol, a Agência da União Europeia para a Cooperação Policial, sediada em Haia. A corporação europeia, porém, não tem competência para prender criminosos, atuando apenas no fornecimento de informações às autoridades nacionais. Quando contestado, o candidato afirmou: "Lógico que tem. Ela faz a prisão e entrega para a autoridade local". Diante da réplica de que a Europol informa em seu site que seus funcionários não têm poder de prisão, Caiado disse que, se eleito, vai propor aos presidentes limítrofes "que façamos com que a prisão seja feita".
Sobre o custo da polícia sul-americana, o candidato se limitou a dizer que seria de "bilhões" de reais, sem detalhar valores. Perguntado se autorizaria militares americanos a entrar no Brasil, respondeu que não tem "por que autorizá-los". Caiado também não respondeu quais despesas cortaria nem se mudaria a idade mínima da aposentadoria.
O candidato defendeu uma polícia integrada com países da América do Sul e prometeu anistia a condenados pelos ataques de 8 de janeiro. "O que nós precisamos neste momento é que um presidente da República tenha estatura de um presidente da República", disse, acrescentando que o Brasil não é produtor de cocaína, mas sedia na Amazônia o "maior hub" do narcotráfico. Caiado afirmou que os presidentes limítrofes são "de centro-direita" e que o Brasil é o "resort" e a "Disneylândia" do narcotráfico na região. segurança pública na Amazônia