Economia

Cabo transatlântico de 7 mil km do Google conecta Portugal aos EUA

ResumoO Google concluiu o cabo submarino Nuvem, de 7.000 km, conectando Portugal aos EUA. O sistema de 16 pares de fibras oferece capacidade projetada de 384 Tbps. A infraestrutura posiciona Portugal como polo estratégico para data centers e inteligência artificial, ampliando a conectividade transatlântica.

O Google conectou o cabo submarino Nuvem a Sines, Portugal, criando uma nova rota de 7.000 km entre os EUA e a Europa. O sistema de 16 pares de fibras tem capacidade projetada de 384 Tbps e faz parte de uma estratégia para tornar Portugal um polo de data centers e IA.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 21 de julho de 2026
Cabo transatlântico de 7 mil km do Google conecta Portugal aos EUA

Cabo transatlântico de 7 mil quilômetros do Google conecta Portugal aos EUA

O Google, da Alphabet, conectou um novo cabo submarino transatlântico a Sines, em Portugal, nesta terça-feira (21), criando mais uma rota de dados entre os EUA e a Europa. O sistema Nuvem, de cerca de 7.000 km, liga Myrtle Beach, na Carolina do Sul, a Sines, ao sul de Lisboa, passando pelas Bermudas e pelos Açores.

Como funciona o cabo submarino Nuvem do Google

O sistema é composto por 16 pares de fibras com capacidade total projetada de cerca de 384 terabits por segundo. A conexão ocorre em um momento em que a demanda por serviços de computação em nuvem e inteligência artificial cresce rapidamente, segundo a empresa.

Por que Portugal é estratégico para cabos submarinos

Portugal já conta com dois cabos submarinos de alta capacidade: o Equiano, também do Google, que vai até a África do Sul, e o EllaLink, que conecta Sines ao Brasil. O litoral atlântico do país o posiciona como ponto de encontro entre Europa, África e Américas.

Giorgia Abeltino, diretora de assuntos governamentais e políticas públicas do Google Cloud EMEA, afirmou que o Nuvem faz parte de uma visão mais ampla na qual Portugal e Europa invistam em infraestrutura estratégica para a economia digital.

A infraestrutura por trás da internet global

Cabos submarinos transportam mais de 95% do tráfego global de dados, constituindo a espinha dorsal da internet. O Google vem investindo em rotas próprias para garantir capacidade e resiliência diante do crescimento da IA.

Portugal como polo de data centers e IA

O ministro da Reforma do Estado e da Inovação, Gonçalo Matias, afirmou que o Nuvem faz parte de uma estratégia para tornar Portugal um polo de data centers, IA e inovação. "Portugal está se tornando o que a geografia sempre nos convidou a ser, a porta de entrada atlântica da Europa", disse na cerimônia de aterramento.

Lisboa busca aproveitar a abundante energia renovável de baixo custo, com mais de 2,6 gigawatts de capacidade em desenvolvimento a partir de fontes hidrelétricas, solares e eólicas.

O que esperar da nova rota de dados

A conexão do Nuvem reforça a resiliência e a soberania digitais da Europa, segundo autoridades. Para quem acompanha infraestrutura de internet, o movimento do Google indica que a demanda por largura de banda entre continentes continuará crescendo.

Perguntas Frequentes

Qual a extensão do cabo Nuvem do Google?

Cerca de 7.000 km, ligando Myrtle Beach (EUA) a Sines (Portugal).

Quantas fibras o cabo Nuvem tem?

16 pares de fibras, com capacidade projetada de 384 Tbps.

Que outros cabos submarinos já conectam Portugal?

O Equiano (do Google, até a África do Sul) e o EllaLink (até o Brasil).

Por que o Google investe em cabos próprios?

Para garantir capacidade e resiliência diante da alta demanda por nuvem e IA.

Portugal tem energia renovável para data centers?

Sim, mais de 2,6 GW em capacidade de fontes hidrelétricas, solares e eólicas em desenvolvimento.

Cabos submarinos e a infraestrutura da internet global Data centers e energia renovável em Portugal

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