# BRB diz ser vítima de crime e pede para não ser confundido com antigos gestores

> O Banco de Brasília (BRB) declarou ser vítima de atos criminosos após investigações da Polícia Federal apontarem fraudes de aproximadamente R$ 17 bilhões envolvendo a antiga gestão e o banco Master. A instituição pediu publicamente que não seja confundida com seus ex-dirigentes, responsabilizados pelas irregularidades investigadas.

*Global Forum · Economia · 14 de setembro de 2026 · Tânia Lustosa*

Banco de Brasília publicou nota neste sábado (12) na qual se diz vítima de atos criminosos após investigações da PF apontarem fraudes de cerca de R$ 17 bilhões entre a antiga gestão e o Master. A instituição pede que não seja confundida com os ex-dirigentes.

O Banco de Brasília (BRB) divulgou nota neste sábado (12) na qual afirma ser vítima de atos criminosos. A manifestação veio depois de as investigações da Polícia Federal (PF) apontarem fraudes que somaram cerca de R$ 17 bilhões, envolvendo a antiga gestão do banco e o Master, de Daniel Vorcaro.

Segundo a conclusão da PF, as fraudes foram estruturadas com produção massiva de documentos falsos e uso de uma empresa de fachada. O BRB sustenta que a divulgação dos autos, após a quebra de sigilo do caso, permite que todos conheçam o que aconteceu com a instituição, que se apresenta como vítima dos atos criminosos, e as medidas adotadas pela nova gestão. O banco pede que não seja confundido com os ex-dirigentes que praticaram as fraudes.

A nota informa que a direção executiva foi renovada e que foram adotadas medidas de fortalecimento dos controles internos e da governança. Entre as iniciativas está a contratação do escritório Machado e Meyer, com suporte técnico da Kroll, para realizar auditoria forense independente voltada à apuração dos fatos.

Os achados dessa auditoria, segundo o BRB, foram encaminhados às autoridades competentes: Polícia Federal, Ministério Público Federal, Banco Central e Comissão de Valores Mobiliários, além de instâncias do Poder Judiciário. O banco afirma que esse trabalho colaborou de forma significativa para as conclusões da PF e culminou na abertura de nova frente de investigação sobre a gestão fraudulenta praticada pelos antigos gestores.

O BRB acrescenta que vem adotando medidas administrativas, extrajudiciais e judiciais para resguardar a instituição e buscar a responsabilização dos envolvidos. Diz ainda que, em razão das apurações em curso e do compromisso de colaboração com as autoridades, não comenta casos ou pessoas específicas. Por fim, pontua que seguirá adotando todas as medidas cabíveis para proteger seu patrimônio, ressarcir eventuais prejuízos e aprimorar continuamente sua estrutura de governança e controles.

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