Economia

Bia Kicis e Pollon: emendas para ONGs ligadas a Dark Horse

ResumoBia Kicis e Marcos Pollon destinaram emendas parlamentares à Academia Nacional de Cultura, presidida por Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora do filme Dark Horse. Segundo o Portal da Transparência, os valores indicados não tiveram execução financeira.

Deputados Bia Kicis e Marcos Pollon destinaram emendas à Academia Nacional de Cultura, presidida por Karina Ferreira da Gama, dona da produtora de Dark Horse. Os valores não tiveram execução financeira, segundo o Portal da Transparência.

Tânia Lustosa
Tânia Lustosa Colunista de economia e sociedade · 10 de setembro de 2026
Bia Kicis e Pollon: emendas para ONGs ligadas a Dark Horse

Os deputados federais Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS) destinaram emendas parlamentares à Academia Nacional de Cultura (ANC), entidade presidida por Karina Ferreira da Gama, dona da produtora do filme "Dark Horse", que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação consta no relatório da Polícia Federal que embasou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que nesta quinta-feira (10) autorizou o cumprimento de mandados contra Karina, o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e outros investigados.

De acordo com dados do Portal da Transparência, Bia Kicis teria designado R$ 150 mil, enquanto Pollon destinou R$ 1 milhão. Os recursos foram encaminhados, por meio de um contrato com o governo de São Paulo, ao projeto "Heróis Nacionais". Nenhum dos dois valores, porém, teve execução financeira ou transferência efetiva para a ANC.

No caso de Pollon, os R$ 1 milhão foram destinados em 26 de junho de 2024, divididos em duas parcelas de R$ 700 mil e R$ 300 mil. Os valores foram pagos em 13 de dezembro de 2024 ao estado de São Paulo, mas não chegaram à entidade presidida por Karina. A emenda de Bia Kicis também foi dividida, em pagamentos de R$ 85.589,23 e R$ 64.410,77, debitados em 12 de dezembro do mesmo ano.

As informações do relatório embasam a Operação Make Up, realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), que cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Segundo a PF, os elementos reunidos até agora indicam a possível atuação conjunta de agentes públicos e privados para direcionar parte dos recursos a empresas contratadas de maneira irregular, incluindo por meio de emendas parlamentares. A operação apura possíveis crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos relacionados a licitações.

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