Economia

BC corta Selic a 13,75% ao ano; veja o impacto

ResumoO Banco Central cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, na quinta redução consecutiva, e não sinalizou os próximos passos. A decisão reduz o custo do crédito para pequenas e médias empresas e diminui o rendimento de aplicações financeiras atreladas à taxa básica.

O Copom cortou a Selic em 0,25 ponto, para 13,75% ao ano, na quinta redução consecutiva, e deixou os próximos passos em aberto. Para quem administra caixa de PME, a decisão mexe no custo do crédito e no rendimento da aplicação.

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 16 de setembro de 2026
BC corta Selic a 13,75% ao ano; veja o impacto

O Banco Central cortou a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, na quinta redução consecutiva. A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), tomada nesta quarta-feira (16), foi unânime e ficou em linha com o esperado pelo mercado.

O comitê deixou os próximos passos em aberto. No comunicado, afirmou que o cenário de incerteza exige serenidade e cautela na condução da política monetária. "A magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta", diz o trecho.

Para o dono de PME, a leitura prática é esta: cada 0,25 ponto a menos na Selic tende a aliviar, aos poucos, o custo do crédito e a remuneração da aplicação que sustenta o capital de giro. Não é virada de mesa, é ajuste de margem. Quem carrega dívida bancária indexada ao CDI sente primeiro; quem vive de caixa aplicado sente do outro lado, com rendimento menor.

O Copom apontou moderação gradual da atividade econômica, sobretudo em setores mais cíclicos, ainda que em patamar resiliente, com mercado de trabalho aquecido. No cenário externo, citou indefinição sobre conflitos armados no Oriente Médio e incerteza sobre a política monetária em economias avançadas, quadro que exige cautela de países emergentes.

A inflação cheia e a média das medidas subjacentes desaceleraram e ficaram abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, mas seguem acima da meta. Na sexta-feira anterior, o IBGE informou que o IPCA recuou 0,32% em agosto, primeira deflação mensal em um ano, sob impacto da queda nos custos de energia elétrica, alimentos e combustíveis. Em 12 meses, o índice acumula alta de 4,22%, ante 4,44% no mês anterior, abaixo do teto da meta contínua de 3,0%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos.

As expectativas de inflação para 2026 e 2027 apuradas pela pesquisa Focus permanecem acima da meta, em 4,9% e 4,3%. A projeção do Copom para o primeiro trimestre de 2028, horizonte relevante de política monetária, é de 3,2% no cenário de referência.

O comitê classificou os riscos para a inflação como mais elevados que o usual, com assimetria altista, e listou entre os riscos de alta a desancoragem das expectativas, a resiliência da inflação de serviços, uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada e estímulos à demanda agregada. Entre os riscos de baixa, citou desaceleração doméstica mais acentuada que o projetado, desaceleração global mais pronunciada e redução nos preços das commodities.

Votaram pela decisão Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira.

Para o caixa da PME, o movimento pede uma revisão simples: comparar o custo efetivo de cada linha de crédito com o retorno real da aplicação que a empresa mantém. Enquanto a Selic cai em passos curtos e o comitê mantém a porta aberta, quem precifica no escuro costuma descobrir o erro na hora de pagar a parcela. como calcular o custo efetivo total de um empréstimo PJ

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