Economia

Bandeira tarifária amarela em agosto: veja o que muda

ResumoAneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) manteve a bandeira tarifária amarela para agosto de 2025. O acréscimo de R$ 1,88 por 100 kWh consumidos permanece válido para todos os consumidores do Sistema Interligado Nacional (SIN). A decisão foi anunciada em 31 de julho, sem alteração em relação ao mês anterior.

A bandeira tarifária permanecerá amarela em agosto, informou a Aneel nesta sexta-feira (31). O acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos será mantido para todos os consumidores do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 31 de julho de 2026
Bandeira tarifária amarela em agosto: veja o que muda

Bandeira tarifária amarela em agosto: o que o seu negócio precisa saber

A bandeira tarifária continuará amarela em agosto, informou nesta sexta-feira (31) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos nas contas de luz será mantido para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

O que isso significa na prática: para cada 100 kWh gastos, o valor extra de R$ 1,88 permanece na conta. É o quarto mês consecutivo com a bandeira amarela, o que exige atenção de quem controla o orçamento de perto.

Por que a bandeira amarela continua em agosto?

Segundo a Aneel, a manutenção se deve ao período seco no Brasil. Com menos chuva, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais baixos, reduzindo a geração de energia hidrelétrica. Para compensar, é preciso acionar usinas termelétricas, que têm custo mais elevado.

"A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no país em razão do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado", esclarece a Aneel.

O período seco não é novidade para quem acompanha o setor elétrico. Mas o quarto mês seguido de bandeira amarela indica que a situação de geração segue apertada, e o custo extra vai direto para a conta de quem consome.

Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. As bandeiras são divididas em cores, e cada uma indica quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

A lógica é simples: quando o custo de geração sobe, a bandeira muda de cor e o consumidor paga mais. Quando o custo cai, a bandeira fica verde e não há acréscimo.

As cores e o impacto na conta

  • Bandeira verde: não há nenhum acréscimo na conta de luz.
  • Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos.
  • Bandeira vermelha: acréscimo maior, aplicado quando o custo de geração é ainda mais alto.

Para quem tem comércio ou indústria, o impacto é direto. Uma operação que consome 1.000 kWh por mês, por exemplo, pagará R$ 18,80 a mais só pela bandeira amarela. Em um ano de bandeira amarela, isso soma R$ 225,60, valor que sai do caixa sem gerar retorno.

Quem define a bandeira de cada mês?

A cada mês, as condições de operação do sistema de geração são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O ONS define a melhor estratégia de geração para atender a demanda e traça uma previsão de custos que serão cobertos pelas bandeiras.

As cores das bandeiras são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Ou seja, a decisão não é aleatória: ela reflete o quanto o sistema vai gastar para gerar energia no período.

O que o empresário deve fazer agora

Com a bandeira amarela mantida, o caixa precisa falar antes do balanço. Quem depende de energia para operar deve revisar contratos e hábitos de consumo. Algumas ações práticas:

  • Monitore o consumo por período: identifique horários de pico e desligue equipamentos ociosos.
  • Negocie tarifas: em muitos casos, mudar para tarifa horária ou negociar com o fornecedor reduz o custo médio.
  • Invista em eficiência: lâmpadas LED, sensores de presença e manutenção de equipamentos reduzem o consumo sem cortar produção.

Precificar errado quebra empresa boa, e o mesmo vale para o consumo de energia. O custo extra da bandeira amarela é previsível, então ele precisa estar no orçamento de agosto.

Perguntas Frequentes

A bandeira amarela vale para todos os consumidores?

Sim, o acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh vale para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Quanto tempo dura a bandeira amarela?

A bandeira é definida mensalmente. Em agosto, ela será amarela, e a Aneel reavalia as condições a cada mês com base na previsão de custos.

O que fazer para reduzir o impacto da bandeira amarela?

Reduzir o consumo nos horários de pico, investir em equipamentos eficientes e negociar tarifas com o fornecedor são medidas que ajudam a compensar o acréscimo.

A bandeira verde significa que não há acréscimo?

Sim, quando a bandeira é verde, não há nenhum acréscimo na conta de luz. A bandeira amarela e a vermelha indicam custo extra por 100 kWh consumido.

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