FGC fecha junho com R$ 116 bi em caixa após Master
O FGC fechou o primeiro semestre de 2026 com R$ 115,9 bilhões em liquidez, após bancos anteciparem R$ 32 bilhões em contribuições e o fundo devolver R$ 50,4 bilhões a investidores do Master, Will Bank, Pleno e Simpala.
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) fechou o primeiro semestre de 2026 com R$ 115,9 bilhões em liquidez e R$ 125,1 bilhões de patrimônio. O número já desconta os pagamentos feitos a investidores do Banco Master e do Will Bank, segundo o próprio fundo.
O caixa saltou de R$ 81,7 bilhões no fim de 2025 para os atuais R$ 115,9 bilhões. A recuperação veio da antecipação de contribuições: os bancos associados colocaram mais R$ 32 bilhões no FGC em março deste ano.
O que o reforço de R$ 32 bi mudou no caixa do FGC
O FGC informa que todas as instituições associadas concordaram em antecipar 60 contribuições para reforçar o fundo após os pagamentos do Conglomerado Master. Só esse conglomerado consumiu R$ 40,5 bilhões devolvidos a 722 mil investidores do Banco Master, do Master de Investimentos e do Letsbank.
No primeiro semestre, o Will Bank respondeu por R$ 6,036 bilhões pagos a 1,584 milhão de investidores. Desse total, R$ 136,8 milhões foram para 1,3 milhão de clientes com até R$ 1 mil a receber.
O Banco Pleno consumiu R$ 4,6 bilhões, destinados a 138 mil clientes. Já em setembro, a Simpala Crédito, Financiamento e Investimento, liquidada em agosto, recebeu R$ 338,6 milhões em pagamentos a 9,7 mil investidores.
Somando tudo, o FGC pagou R$ 50,4 bilhões no primeiro semestre e R$ 51,2 bilhões até 10 de setembro, a 2,5 milhões de investidores e correntistas.
O que isso significa para quem tem dinheiro em banco
A cobertura segue em R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado. Em junho, os depósitos elegíveis à garantia somavam R$ 5,74 trilhões. Com o limite aplicado, o volume coberto era de R$ 2,74 trilhões.
O número de contas cobertas chegou a 641 milhões, das quais 639 milhões tinham saldo totalmente coberto pelo teto, ou 99,63% do total. Depósitos a prazo representavam 60,13% do saldo, seguidos por poupança (16,95%), LCIs (9,39%) e letras de crédito do agronegócio (8%).
A liquidez do FGC equivale agora a 2,02% dos depósitos com direito à garantia, ante 1,48% no fim de 2025. O porcentual ainda fica abaixo da meta de 2,5% e dos 2,24% registrados no fim de 2024, antes da quebra do Master.
Na prática, o colchão do fundo está maior, mas não no nível que o próprio FGC considera ideal. Para quem distribui reservas entre instituições, a leitura é simples: o teto de R$ 250 mil por conglomerado continua sendo o limite real de proteção. como funciona a cobertura do FGC por conglomerado