# Renan Santos protesta por impeachment de Toffoli após liberação

> Renan Santos (Missão) liderou protesto na Avenida Paulista nesta terça-feira (1º) pedindo o impeachment do ministro Dias Toffoli (STF). A manifestação ocorreu horas após decisão judicial que liberou as redes sociais do presidenciável e o acesso ao fundo eleitoral. O ato reuniu apoiadores em frente ao Masp, com críticas diretas à atuação do magistrado no caso.

*Global Forum · Economia · 02 de setembro de 2026 · Helena Drumond*

O presidenciável Renan Santos (Missão) participou de protesto na Avenida Paulista nesta terça (1º) pedindo o impeachment do ministro Dias Toffoli (STF), horas após decisão que liberou suas redes sociais e o acesso ao fundo eleitoral.

O presidenciável Renan Santos (Missão) participa de um protesto na Avenida Paulista, em São Paulo, na noite desta terça-feira (1º), para pedir o impeachment do ministro Dias Toffoli (STF). O ato ocorre horas depois de uma decisão do magistrado que liberou o candidato a voltar a usar as redes sociais e a participar de sabatinas e debates.

"Vão ser dois pedidos de impeachment, um contra o Toffoli e outro contra o Moraes", disse Renan no início do ato, em referência à divulgação de novas ligações entre o ministro Alexandre de Moraes (STF) e Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Na segunda-feira, Toffoli, em decisão monocrática, determinou que a campanha de Renan utilizou perfis irregulares nas plataformas digitais para fazer campanha eleitoral. O candidato havia informado dois perfis ao registrar a candidatura, mas o Missão só reportou a existência de 16 canais nas redes sociais 12 dias depois, o que violaria a legislação eleitoral.

Nesta terça, no entanto, o ministro liberou o uso das redes sociais e a participação em debates e sabatinas, além do acesso ao fundo eleitoral. Segundo Toffoli, a medida cautelar congelava a situação irregular para investigação. A coleta de provas foi feita e a equipe do candidato enviou os dados requeridos. O processo foi enviado à Procuradoria-Geral Eleitoral, que pode avaliar sanções.

Em coletiva minutos antes da decisão, Renan afirmou que descumpriria as restrições: "Decisão ilegal não se cumpre". Também agradeceu o apoio de Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), e criticou Augusto Cury (Avante), chamando-o de "pastel de vento".

A campanha do Missão aposta em "guerrilha digital", sem marqueteiro, com apoiadores compartilhando cortes de vídeos. O partido registrou 540 candidaturas.

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