Economia

ANM: terras raras têm presença tímida na Amazônia Legal apesar de busca por minerais

ResumoA Agência Nacional de Mineração (ANM) reporta que a mineração de terras raras na Amazônia Legal representa menos de 1% dos processos minerários, contrastando com a liderança do ouro (67%). Apesar da crescente demanda global por minerais estratégicos, a presença de terras raras na região permanece tímida, indicando baixa exploração desse recurso.

A mineração de terras raras na Amazônia Legal ainda é tímida, apesar da demanda global por minerais estratégicos. Relatório da ANM aponta que o ouro lidera com 67% dos processos, enquanto terras raras somam menos de 1%.

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 23 de julho de 2026
ANM: terras raras têm presença tímida na Amazônia Legal apesar de busca por minerais

ANM: terras raras têm presença tímida na Amazônia Legal, apesar de busca por minerais

Em meio à corrida global por minerais estratégicos para transição energética e digitalização, a mineração de terras raras na Amazônia Legal ainda engatinha. É o que mostra o relatório Amazônia Legal: Minerais Críticos e Estratégicos - Diagnóstico Setorial, da Agência Nacional de Mineração (ANM).

Segundo o levantamento, a região concentra 38,7 mil processos minerários relacionados a minerais críticos e estratégicos, o equivalente a 48,2% do total do Brasil. Mas a dinâmica regional segue fortemente ancorada em minerais tradicionais, como o ouro.

Ouro domina, terras raras ficam de fora

O ouro lidera com 25,9 mil processos, ou 67% do total. O estanho vem em segundo, com 3,8 mil processos (10%), seguido pelo cobre, com 2,8 mil pedidos (7,3%). As terras raras, por sua vez, aparecem diluídas em um grupo de substâncias genéricas que, juntas, ocupam menos de 1% da distribuição de processos.

Maioria dos processos está em estágio inicial

A pesquisa da ANM também revela que a maior parte das iniciativas está em fases iniciais. Somadas, as etapas de Requerimento de Lavra Garimpeira (35,4%), Autorização de Pesquisa (27,9%) e Requerimento de Pesquisa (16,3%) representam quase 80% dos processos na Amazônia Legal. Isso sugere que a região ainda está em prospecção e estruturação de projetos, especialmente para minerais de maior complexidade tecnológica, como as terras raras.

Investimento em pesquisa mineral: ouro e cobre na frente

Em 2024, os gastos declarados em pesquisa mineral na Amazônia Legal para minerais estratégicos foram liderados pelo ouro (65,8%) e pelo cobre (19,1%). As terras raras receberam cerca de R$ 1,2 milhão no mesmo ano, uma parcela pequena do total investido na região.

Amazônia Legal e a Política Nacional de Minerais Críticos

A ANM afirma que a região é central para o debate da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, justamente por reunir potencial mineral e relativa baixa exploração. O diagnóstico setorial serve de base para orientar futuras ações de fomento e regulação.

Perguntas Frequentes

O que são terras raras?

Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos essenciais para a produção de ímãs, baterias, telas e equipamentos de energia limpa. Apesar do nome, não são raras em termos de abundância na crosta terrestre, mas sim de concentração economicamente viável.

Por que as terras raras são importantes?

Elas são fundamentais para a transição energética e a digitalização, usadas em veículos elétricos, turbinas eólicas, celulares e sistemas de defesa. A demanda global por esses minerais tem crescido rapidamente.

Qual o potencial da Amazônia Legal para terras raras?

A região concentra 48,2% dos processos minerários de minerais críticos do Brasil, mas a exploração de terras raras ainda é incipiente. O relatório da ANM indica que há potencial, mas a atividade está em estágio inicial de prospecção.

Quais minerais dominam a mineração na Amazônia Legal?

O ouro lidera com 67% dos processos, seguido pelo estanho (10%) e cobre (7,3%). As terras raras somam menos de 1%.

O que a ANM recomenda para o setor?

A agência defende que a região seja priorizada na Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, com fomento à pesquisa e estruturação de projetos de maior complexidade tecnológica.

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