Ânima mira educação corporativa em mercado de R$ 100 bi
Após consolidar produtos de educação para empresas em 2025, a Ânima Educação define metas para a unidade Ânima Empresas em um mercado estimado em R$ 100 bilhões. Entenda a estratégia.
Ânima consolida educação corporativa e mira mercado de R$ 100 bi
O erro que afunda muitas médias empresas é tratar o cliente corporativo como extensão do varejo. A Ânima Educação (ANIM3) escolheu outro caminho: consolidou em 2025 seus produtos de educação para empresas e agora define metas para a Ânima Empresas, unidade que disputa um mercado estimado em R$ 100 bilhões.
O que é a Ânima Empresas?
A área reúne ativos do portfólio que já eram o canal de acesso ao B2B. Inclui a HSM, plataforma de educação corporativa adquirida em 2013, e marcas integradas como Singularity e Le Cordon Bleu. Hoje, a unidade atende 479 clientes em 21 indústrias.
Por que o mercado corporativo importa agora?
O CEO da Ânima Empresas, Reynaldo Gama, resume a virada: "De 2019 até 2025, praticamente triplicamos o relacionamento com empresas. Vimos essa vocação de trazer o mercado de trabalho e as empresas para conversarem com a academia".
A demanda é impulsionada por uma transformação profunda no mercado de trabalho. Estudo do Fórum Econômico Mundial estima que 1,1 bilhão de empregos serão transformados de forma radical na próxima década.
Como a Ânima escuta o cliente B2B
"Em vez de oferecer um portfólio de produtos prontos de prateleira, estamos escutando CEOs, líderes de negócio e diretores de RH para entender melhor a demanda", afirma Gama.
Um caso prático: a Ânima estruturou, junto à Gerdau, um curso de formação técnica semipresencial para siderurgia. Parte das vagas é preenchida por funcionários da Gerdau e outra por pessoas de fora. Professores da Ânima e profissionais da própria Gerdau lecionam.
O que isso muda no seu caixa
A linha B2B ainda representa entre 5% e 10% dos resultados da Ânima. Mas o grupo vê aí uma via de crescimento num momento de pressão regulatória. Em 2024, o MEC suspendeu a criação de novos cursos EAD até março de 2025 e passou a exigir carga presencial maior para Saúde, Engenharias e Licenciaturas.
Para Gama, a educação corporativa compensa eventuais perdas: "A ideia é criar novas vias e aproximar marcas que já temos e atender esse setor [corporativo]. A Ânima é uma empresa majoritariamente B2C, então vemos uma avenida de crescimento no B2B".
O que observar na estratégia da Ânima
- Prazo: a unidade tem menos de um ano de existência formal, então metas de participação ainda não foram definidas.
- Modelo: a companhia está "nas bases, entendendo onde esse cliente pode se relacionar com o ecossistema", segundo Gama.
- Risco: depender de mudanças regulatórias no EAD para justificar o B2B pode atrasar decisões de investimento.
Perguntas Frequentes
Quanto vale o mercado de educação corporativa no Brasil?
A Ânima estima que o mercado seja de R$ 100 bilhões, segundo a fonte consultada.
Quais marcas fazem parte da Ânima Empresas?
A unidade reúne a HSM, adquirida em 2013, e marcas integradas como Singularity e Le Cordon Bleu.
Quantos clientes a Ânima Empresas atende hoje?
A unidade conta com 479 clientes em 21 indústrias.
Como a Ânima desenvolve cursos para empresas?
A companhia escuta CEOs, líderes de negócio e diretores de RH para entender a demanda, como no caso do curso técnico semipresencial com a Gerdau.
A educação corporativa pode substituir o EAD tradicional?
Para a Ânima, a educação corporativa é uma forma de compensar eventuais perdas causadas por mudanças regulatórias no EAD, mas não substitui o negócio principal B2C.
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