# Alcolumbre: PEC do fim da escala 6x1 só após eleições

> Davi Alcolumbre (União-AP) declarou que a PEC do fim da escala 6x1 será votada no plenário do Senado somente após as eleições. A afirmação ocorreu em sessão, em resposta ao senador Paulo Paim (PT-RS). A decisão adia a análise da proposta que altera a jornada de trabalho para depois do pleito.

*Global Forum · Economia · 04 de setembro de 2026 · Wagner Sobral*

Davi Alcolumbre (União-AP) afirmou que a PEC do fim da escala 6x1 será votada no plenário do Senado apenas após as eleições. Declaração foi dada em sessão, em resposta ao senador Paulo Paim (PT-RS).

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou, nesta quinta-feira (dia 3), que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1 deverá ser votada no plenário da Casa apenas após as eleições. A declaração foi feita durante sessão do Senado, ao se dirigir ao senador Paulo Paim (PT-RS), um dos defensores da mudança na jornada de trabalho.

A fala de Alcolumbre sinaliza que a PEC não será analisada pelo plenário antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, mas não esclarece se a votação poderá ocorrer no intervalo entre os dois turnos. Líderes do governo vinham negociando com o presidente do Senado justamente para que o texto fosse levado ao plenário nesse período. A proposta, contudo, enfrenta resistência da oposição.

Ontem, o líder do PL no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Rogério Marinho (PL-RN), criticou a possibilidade de uma votação entre os dois turnos. O fim da escala 6×1 é uma das principais bandeiras eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a tramitação da PEC passou a integrar a disputa entre os presidenciáveis.

A PEC foi aprovada na quarta-feira pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O texto estabelece uma jornada de cinco dias de trabalho e dois de folga e ainda precisa passar por dois turnos de votação no plenário, com o apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores em cada um deles.

O relator da proposta na CCJ, Omar Aziz (PSD-AM), rejeitou as 36 emendas apresentadas ao texto numa tentativa de acelerar a tramitação. A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e, caso passe pelo Senado sem alterações, poderá ser promulgada pelo Congresso.

A votação no plenário chegou a ser cogitada ainda nesta semana, mas líderes governistas concluíram que não havia segurança sobre os 49 votos necessários. Segundo o líder do PT no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), o governo calcula ter entre 53 e 54 votos favoráveis, mas temia que ausências impedissem a aprovação.

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