Taxa do empréstimo pessoal sobe a 8,66% ao mês em setembro
Após recuo em agosto, o juro médio do empréstimo pessoal subiu de 8,23% para 8,66% ao mês em setembro, segundo o Procon-SP. Bradesco e Banco do Brasil elevaram taxas; cheque especial ficou no teto de 8%.
Após um recuo em agosto, a taxa média de juros do empréstimo pessoal voltou a subir em setembro. O patamar passou de 8,23% para 8,66% ao mês, alta de 0,43 ponto percentual, conforme pesquisa do Procon-SP. Na conta anual, o custo saltou de 158,42% para 170,87%.
O movimento interessa diretamente a quem toca uma pequena ou média empresa. Empréstimo pessoal é o crédito que o dono costuma acionar quando o caixa aperta e a antecipação de recebíveis não resolve. E é justamente esse o crédito que ficou mais caro.
O que mudou na taxa do empréstimo pessoal em setembro
A pesquisa do Procon-SP acompanha as taxas praticadas por seis instituições financeiras. O levantamento considera as taxas máximas pré-fixadas destinadas a clientes pessoa física não preferenciais, independentemente do canal de contratação.
Para o empréstimo pessoal, foi considerado contrato com prazo de 12 meses. Para o cheque especial, o período de 30 dias. As taxas foram coletadas em 1º de setembro de 2026.
Dois bancos mexeram na taxa. O Bradesco (BBDC4) subiu de 7,47% ao mês para 9,79% ao mês, alta de 2,32 pontos percentuais, variação positiva de 31,06%. O Banco do Brasil (BBAS3) foi de 7,20% para 7,43%, alta de 0,23 ponto percentual, variação de 3,19%. Os demais bancos mantiveram suas taxas.
O cheque especial ficou parado em 8% ao mês, o teto máximo permitido.
Por que 8,66% ao mês é mais caro do que parece
Quem olha só a taxa mensal subestima o custo. A pesquisa mostra o equivalente anual: 170,87%. É esse número que decide se a dívida cabe no caixa ou o consome.
A conta é simples de fazer. Um empréstimo de R$ 10 mil a 8,66% ao mês, mantido por 12 meses, vira uma dívida que mais do que dobra no período. O dono que pega o dinheiro para cobrir folha de pagamento e não projeta a parcela no fluxo de caixa acaba refinanciando no mês seguinte.
É o tipo de decisão em que o caixa fala antes do balanço. A empresa pode ter margem saudável no papel e ainda assim quebrar se o serviço da dívida não couber no dia a dia.
O que o dono de PME deve olhar antes de contratar
O Procon-SP orienta que o empréstimo pessoal seja usado apenas em situações de emergência ou para substituir dívidas com juros ainda mais altos. Antes de contratar qualquer modalidade de crédito, o consumidor deve pesquisar e comparar as condições oferecidas pelas instituições financeiras.
Na prática, o roteiro de decisão passa por três checagens:
- Custo total, não parcela. Compare o equivalente anual, não a taxa mensal isolada. A diferença entre 7,43% e 9,79% ao mês parece pequena, mas no acumulado de 12 meses separa dois mundos.
- Destino do dinheiro. Se o empréstimo cobre dívida mais barata, ele piora o caixa. Se substitui dívida mais caro, faz sentido.
- Prazo real de pagamento. Contrato de 12 meses exige projeção de recebimento nos 12 meses. Se a receita é sazonal, o descasamento é certo.
Linhas mais baratas que o empréstimo pessoal
A fonte aponta alternativas com condições potencialmente mais favoráveis. Entre elas, crédito para aposentados, servidores públicos, consumidores com restituição de Imposto de Renda a receber e quem trabalha em empresa com convênio para crédito consignado.
Para o dono de PME, o consignado privado via convênio costuma ser o caminho mais barato quando existe. O problema é que nem toda empresa tem o convênio estruturado. Vale checar com o banco que opera a folha de pagamento antes de recorrer ao empréstimo pessoal.
como montar um fluxo de caixa para PME
O que fazer com o número na mão
Taxa média de 8,66% ao mês não é motivo de pânico, é motivo de planilha. O dono que precisa de crédito deve comparar as seis instituições acompanhadas pelo Procon-SP, checar o equivalente anual e simular a parcela contra o recebimento projetado.
Precificar errado quebra empresa boa. Contratar crédito errado quebra do mesmo jeito. A diferença é que o erro de crédito aparece mais rápido no extrato.
Perguntas Frequentes
Qual foi a taxa média do empréstimo pessoal em setembro?
Segundo o Procon-SP, a taxa média ficou em 8,66% ao mês, ante 8,23% em agosto. O equivalente anual subiu de 158,42% para 170,87%.
Quais bancos aumentaram a taxa do empréstimo pessoal?
O Bradesco subiu de 7,47% para 9,79% ao mês, e o Banco do Brasil foi de 7,20% para 7,43%. Os demais bancos mantiveram suas taxas.
O cheque especial também subiu em setembro?
Não. O cheque especial manteve a taxa média de 8% ao mês, que é o teto máximo permitido.
Quando o empréstimo pessoal vale a pena?
O Procon-SP orienta usar a modalidade apenas em emergências ou para substituir dívidas com juros mais altos. Antes de contratar, o consumidor deve pesquisar e comparar as condições entre as instituições.
Existem linhas de crédito mais baratas?
Sim. A fonte cita condições mais favoráveis para aposentados, servidores públicos, consumidores com restituição de Imposto de Renda a receber e quem tem acesso a crédito consignado por convênio da empresa.
Como o dono de PME deve avaliar o custo do crédito?
Deve comparar o equivalente anual, checar o destino do dinheiro e projetar o prazo real de pagamento contra o recebimento. O custo total, não a parcela, decide se a dívida cabe no caixa.
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