Move Brasil terá R$ 30 bilhões para crédito de veículos
Programa Move Brasil vira permanente com R$ 30 bilhões do BNDES para financiar carros e motos de taxistas, motoristas de aplicativo, entregadores e transporte escolar. Juros chegam a 11,5% ao ano para mulheres.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (14) a lei que institui linhas de crédito no programa Move Brasil para veículos novos. A medida torna o programa permanente e amplia o público atendido, que agora inclui motoristas de transporte escolar.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior explicou que o Move Brasil se tornou um programa perene. "O BNDES dispõe de R$ 30 bilhões para gastar ao longo do tempo, de acordo com a demanda das trabalhadoras e trabalhadores", afirmou Elias.
Quem pode financiar e em quais condições
O financiamento é voltado a taxistas, motoristas de aplicativo, entregadores, motoapps e, agora, motoristas de transporte escolar. A adesão é permitida após o trabalhador completar 6 meses de cadastro ativo em plataforma para motoristas e entregadores.
As condições divulgadas são:
- Valor do veículo: até R$ 200 mil, incluindo utilitários
- Parcelamento: em até 84 vezes
- Juros: 12,6% ao ano para homens e 11,5% ao ano para mulheres
- Tipos de veículo: carros e motos elétricos, híbridos, movidos a etanol e flex (etanol e gasolina)
O pedido de habilitação deve ser feito pela internet, no site do Move Brasil.
O que o programa muda para quem trabalha com aplicativo
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, destacou os efeitos do programa em três frentes. "Esse programa tem ganhos em várias frentes. Para os trabalhadores; para a economia do país, com recorde na venda de automóveis; e do ponto de vista ambiental, já que o programa foca em carros elétricos, motos elétricas, em carros híbridos. E que também permite que o trabalhador reduza o custo do seu próprio trabalho com combustível", disse Boulos.
Lula exaltou a possibilidade de um motorista de aplicativo ou um entregador comprar o veículo próprio, parar de alugar um carro ou moto e, ao mesmo tempo, trocar o custo do aluguel pela parcela e ainda reduzir o valor pago por mês. "Saber que está construindo um patrimônio, é tudo que o Estado pode fazer".
Para quem vive do volante, o ponto prático é comparar a parcela com o aluguel que já paga hoje. Se o valor mensal do financiamento ficar abaixo do que sai do bolso com locação, a troca faz sentido no orçamento. Vale lembrar que o programa financia apenas veículos novos, então não há entrada de carro usado para abater o valor. Confira também como organizar o orçamento familiar com parcelas longas antes de assumir um compromisso de até 84 meses.