Credito e Dividas

Move Brasil terá R$ 30 bilhões para crédito de veículos

ResumoO programa Move Brasil foi transformado em política permanente e disponibilizará R$ 30 bilhões em crédito do BNDES para taxistas, motoristas de aplicativo, entregadores e transporte escolar. As linhas de financiamento terão juros entre 11,5% e 12,6% ao ano, segundo o resumo divulgado.

Programa Move Brasil vira permanente e libera R$ 30 bilhões em crédito do BNDES para taxistas, motoristas de aplicativo, entregadores e transporte escolar. Juros vão de 11,5% a 12,6% ao ano.

Tânia Lustosa
Tânia Lustosa Colunista de economia e sociedade · 16 de setembro de 2026
Move Brasil terá R$ 30 bilhões para crédito de veículos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira (14), a lei que institui linhas de crédito no programa Move Brasil para veículos novos. O programa, que passa a ser permanente, reúne R$ 30 bilhões do BNDES para financiar carros e motos de taxistas, motoristas de aplicativo, entregadores, motoapps e, agora, também de motoristas de transporte escolar.

A pergunta que interessa a quem vive do volante é simples: quanto custa entrar e quem paga a conta no fim do contrato. O financiamento pode ser feito para veículos de até R$ 200 mil, com parcelamento em até 84 vezes. Os juros são de 12,6% ao ano para homens e 11,5% ao ano para mulheres, segundo a fonte oficial.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior explicou que o Move Brasil agora se tornou um programa perene. "O BNDES dispõe de R$ 30 bilhões para gastar ao longo do tempo, de acordo com a demanda das trabalhadoras e trabalhadores", esclareceu Elias.

Quem pode aderir e como pedir

A lei sancionada garante a possibilidade de adesão ao programa após o trabalhador de aplicativo completar 6 meses de cadastro ativo em plataforma para motoristas e entregadores. A regra cria uma porta de entrada com tempo mínimo, o que exclui quem começou a rodar há poucas semanas.

O pedido de habilitação deve ser feito pela internet, no site do Move Brasil. O financiamento inclui a possibilidade de comprar veículos utilitários, além de carros elétricos, híbridos e veículos movidos a etanol e flex (etanol e gasolina).

O que o programa muda para o trabalhador

Para o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, o programa tem ganhos em várias frentes. "Esse programa tem ganhos em várias frentes. Para os trabalhadores; para a economia do país, com recorde na venda de automóveis; e do ponto de vista ambiental, já que o programa foca em carros elétricos, motos elétricas, em carros híbridos. E que também permite que o trabalhador reduza o custo do seu próprio trabalho com combustível", disse.

Lula exaltou a possibilidade de um motorista de aplicativo ou um entregador poder comprar o veículo próprio, parar de alugar um carro ou moto e, ao mesmo tempo, trocar o custo do aluguel pela parcela e ainda reduzir o valor pago por mês. "Saber que está construindo um patrimônio, é tudo que o Estado pode fazer".

Na prática, a troca do aluguel pela parcela só compensa se o prazo de 84 meses não ultrapassar a vida útil do veículo. Quem roda muito por dia precisa considerar manutenção, seguro e depreciação, itens que não aparecem na taxa de juros, mas entram na conta de quem paga.

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